quarta-feira, 4 de março de 2009

Cada ano que passa eu tenho a sensação de que passou mais rápido, tenho a esperança de que no outro eu conseguirei me organizar melhor entre namorado, amigos, faculdade e trabalho. Fantasio que estudarei mais, tirarei melhores notas e não viverei mais tanto na frente do computador. Também faço planos de que acordarei mais cedo nos domingos e que comerei uma laranja todos os dias de inverno. De que ligarei para alguns velhos amigos e que combinaremos de nos encontrar. Hoje descobri que, assim como dizem “regras são feitas pare serem quebradas”. Planos também são feitos para não serem cumpridos, assim como promessas e declarações.

Chega uma idade em que dar-se conta da realidade já não é mais tão agradável. Nada mais é igual e os interesses são diferentes. Antes estar rodeado de pessoas era sinônimo de vários amigos, sinônimo de diversão garantida. Agora significa querer voltar no tempo, voltar justamente àquela época. Ter o próprio dinheiro já não quer dizer que somos independentes. Sinto saudade de pedir permissão, sinto saudade de levar um ‘não’, sinto saudade da pensar em histórias que eu teria que contar para poder sair. Sinto falta das conversas por papelzinhus durante as aulas. Sinto falta de não ter obrigação de sair toda sexta ou sábado. Ver um filme e comer latas e mais latas brigadeiro com aquela amiga e ficar falando mal dos outros a tarde inteira.

Mesmo sabendo que é inevitável, eu tenho medo que as coisas continuem diminuindo. Tenho medo de não sentir as mesmas sensações, e ter as mesmas crenças. Tenho medo de descobrir que era verdade... que só existiam duas amigas. Como uma delas disse... “sempre acabo conhecendo outras pessoas, mas nenhuma é igual”. Tenho muito receio de não conseguir tolerar os defeitos dos outros, de não conseguir lidar com isso. No fundo, no fundo todo mundo quer ser a pessoa perfeita. O que ninguém sabe é que não existe como agradar sempre. Aqueles que estão mais perto são os que sempre magoaremos e que nos magoarão mais. Cabe a cada um saber, até quando vale a pena suportar e aceitar. Acreditar, sempre acreditaremos. Ter esperança? Mais ainda. Duvidar, sempre. Agora questionar ou lutar para saber a verdade... quase nunca.
E dize-la? Muito menos. Por isso eu trago uma marca de fidelidade. Fidelidade a quem realmente acredita e quer.

Na maioria das vezes, o final nunca é como queremos ou desejamos. Sempre vamos idealizar que poderia ter sido melhor. É assim, e têm certas coisas que nunca vão mudar ;)

Um comentário:

Cahsamara disse...
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