Desde séculos passados ouvimos falar sobre as pessoas questionarem-se sobre quem são, de onde vieram, o que vieram fazer, com que finalidade, e outras inúmeras indagações. Todas voltadas com o intuito de descobrir o seu verdadeiro eu. Seu verdadeiro ser. Pois eu acredito que não exista características e determinações sempre coerentes. O ser humano, nós, mutamos constantemente a fim de nos adaptarmos a estímulos decorrentes de situações que passamos. Assistimos a todos os fatos, vemos a tudo que nos rodeia e um pouco além ainda. Mas será que realmente enxergamos tudo ? Por mais que seja nossa realidade cotidiana só notamos idéias e ações são comuns para nós. E nesses momentos noto qual o real significado do porque ‘animais irracionais’. Porque eles agem com o coração, não com a razão. Talvez, e possivelmente por isso seja tão difícil renegar essas almas amorosas e ingênuas que costumamos maltratar negando um carinho. Uma lambida.
Normalmente a nossa razão vem junto com outras tantas coisas. Não sozinha. Acompanha nossas emoções, algumas vezes de forma positiva, outras de forma defensiva. Já passamos por tantas coisas. Nosso coração é tão calejado que não sei como alguém consegue julgar ruim pensar com razão. Justamente nossa única defesa.
Eu concordo que não devemos usá-la sempre. E quando aprendemos a usar nossa ‘proteção’ fica tão difícil deixa-la de lado. Mas tão difícil que chega a ser quase impossível. Existem coisas que o tempo o tempo não pode apagar. Algumas pessoas costumam colocar isso como uma barreira. Porém pra mim isso não se aplica, isso não existe. Pois tu não pode mandar no coração. E quando ele realmente quiser nossa defesa simplesmente deixa de existir. Como si nunca houvesse estado ali antes.
Nossos sentimentos são normalmente confusos. Alteram-se com a mesma freqüência que mudamos de humor e de vontade. E si vamos em tantas direções ao mesmo tempo acabamos por colidir em uma subida com descida. Por isso nem sempre é bom arriscar sem ter certeza.
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