terça-feira, 21 de abril de 2009

ler escutando: Jimmy Eat World - May Angels Bring You In


Reverenciamos a um ser que nem sequer conhecemos ou temos certeza que existe.
Depositando esperanças de que exista uma plenitude que nunca ninguém confirmou se realmente existe. Ou se é realmente tão plena. Acreditamos que existem pessoas fisicamente ‘insólitas’ que estão aqui única e exclusivamente para nos proteger e até mesmo para nos guiar.
Eis que então, de repente. Com um olhar, dois ou três sorrisos e algumas palavras. Essa mesma reverência acontece, e tudo isso, porque achamos um lugar em nosso coração para onde ir. Um lugar onde só nos resta se feliz. E então o anjo passa a ser alguém que vive aqui na terra, que é tocável, admirável aos olhos, presente para nós. Criamos histórias em nossos sonhos que gostaríamos que fossem verdade. Não pela história, apenas pela presença. Diante disso, nossas emoções se manifestam, e por pior que seja o nosso anjo, por pior que suas escolhas nos machuquem, ele continuará sendo, o meu anjo particular. Pelos meus olhos podem brotar cachoeiras , mas isso não irá tirar toda a dádiva. Talvez seja petulância julgar como anjo, o amor. Agora, me repreenda se eu estiver errada. Só vemos como problema, quando nos decepcionamos. Quando acreditamos que perdemos as forças para sermos bons de novo. Supostamente isso acontece porque esse outro ser, suga nossa melhor parte. Exige o que há de mais admirável e impressionante. Só nos esquecemos de agradecer. E assim, consequentemente, por não olhando para trás, também esquecemos o caminho que nos levou até tal ponto. Temos em mente que chegar até ali foi uma subida difícil e cheia de pedregulhos, quando na verdade, pedrinhas que nos faziam resvalar eram a única coisa que existia. E a árdua subida, não levou mais que três passos. E na verdade, o que nos faz crescer é somente o amor. Faz-nos superar nossos medos. Irmos de frente contra nossos próprios defeitos, querer ser mais, mostrar mais.
O que quero dizer, é que basta uma pedrinha para desacreditar-nos de uma coisa que vivemos o quão bom pode ser. Mas nem os raios de uma tempestade que machuca e castiga, nos desacreditam perante o que nunca vimos ou vivemos.

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