
Sobre planos. Até aproximadamente um ano atrás, sempre me propus a fazer planos a longo prazo, vislumbrando o que eu queria para meu futuro como profissão, dentro de um matrimônio, na maternidade e no status social. E eis que então, de uma forma errada, as coisas começam a mudar... As pessoas já não são tão interessantes como antes, o sono já não propõem o descanso, o abraço já não transmite segurança. E de uma forma lenta e desigual cada detalhe da vida vai perdendo sua graça, seja ela esplêndida ou não. E a paixão, de onde retiramos nossa força, já não está mais presente.
Quando demasiadas coisas acontecem, aprendemos que planos são feitos por dias, por curtos períodos de tempo. Porque ‘desplanos’, ao contrário do que é comum pensar, é mais típico de acontecer que gostaríamos. Normalmente só temos consciência sobre determinadas coisas quando alguém nos deixa, quando perdemos um outro ser. E com o sofrimento aprendemos o caminho do amadurecer. Pena que isso na maioria das vezes não é suficiente. Viver um dia após o outro, sem mais delongas. Sem planos de um futuro bom ou de uma vida plena. Apenas vivemos o presente sonhando com o futuro. Porque, como dizem... “a vitória se mede pelo sacrifício”.
Aos gritos a vida me disse, que tudo no que eu acreditava não era nada mais do que sonhos vislumbrados em realidade. Distinguir a normalidade da anormalidade não é facilmente tão distinto como parece ser. E ingênuo é, quem pensa que é possível concretizar tal façanha. "Dizem que tem a ver com a idade, com os grupos, com as situações, com os gostos, ou com o modo como escolhe-se viver. Eu acredito que essas determinantes não têm tanta diferença assim. Tudo está na forma como gostamos ou gostaríamos de ver as coisas.
Arremeçamos as pessoas diante da nossa graça e esperamos que elas tenham as mesmas certezas e dúvidas. Porém tudo está aos olhos de quem vê. Somos guiados imensamente pelo desejo.
E então: estamos tipicamente cansados ou atipicamente com preguiça?
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