quinta-feira, 16 de abril de 2009


Sobre sonhos. Diz à psicanálise que cada detalhe do sonho tem um significado, que juntos formam uma composição totalmente contrária e diferente do que realmente sonhamos. Ou seja, se sonhamos que estamos comendo morangos em uma praia. Na verdade pode significar que estamos encontrando um amigo que tem um real significado. Já para um leigo, sonhos são apenas a nossa mente descansando, vagando pela nossa realidade, tentando alimentar um possível e inexato futuro. Ou ainda, mensagens fantasiadas. Que quando entendemos não conseguimos fazer nada para mudar. Às vezes, sonhos nos mostram formas de sair da escuridão. Jeitos diferentes de encontrar aquela fé esquecida. Sonhos são nossas esperanças dissimuladas. Aquele buraco escondido em nosso coração, tentando de alguma forma buscar alguma resposta. Isso, de uma forma que nossa mente, nosso consciente não consegue compreender.

Nem sempre ligados diretamente a alguma finalidade real, às vezes, apenas relacionados com o que vale ser revivido, com o que vale ser imaginado e desejado. Privilégios como esses nos são oferecidos todas as noites, nos momentos que escolhemos para ficarmos a sós com nós mesmo. Alguns são tão grandiosos que nem conseguimos nos lembrar. Talvez a gloriosidade divina desse momento sirva apenas para nos revelar que mesmo, independente de toda a problemática da vida, existe uma realidade superior. Onde nada nem ninguém poderá alcançar. Poderá machucar, ironizar e interferir. Sonhos são a forma que Deus encontrou de nos tirar da realidade e deixar que possamos ansiar e realizar qualquer coisa. Sem limites ou sem contornos.

É incrível como essas venetas mentais tem a capacidade de mexer com nossa realidade. Mais surpreendente é como outras pessoas, que nem sempre são tão ligadas aos nossos sentimentos aparecem dominando esses espaços, essas incógnitas. Sonhos são apenas partes gritantes de nós mesmos. Partes essas, que muitas vezes, mesmo que gritantes, tentamos não dar ouvidos, não prestar atenção e fazer nada a respeito. E essa é apenas uma parte de nós mesmos.

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